Arquitetura do Tempo Humano
Fenomenologia, Neurociência e Clínica
J. Marques-Teixeira
144 páginas
ISBN: 978-989-35957-5-6
Campanha de pré-vendas: 20% de desconto e portes de envio gratuitos (entrega estimada para o dia 27 de Maio).
A presente obra é um ensaio que parte de uma premissa simples e transformadora: não vivemos no tempo — somos feitos de tempo.
Da consciência ao cérebro, da memória às emoções, da saúde à psicopatologia, a nossa vida interior é moldada por ritmos, intervalos, durações e antecipações que raramente reconhecemos, mas que estruturam tudo o que somos — a temporalidade é o eixo da condição humana, o princípio invisível que sustenta memória, identidade, emoção e existência.
O autor promove um diálogo raro entre a fenomenologia e a neurociência, combinando-as com a sua vasta experiência clínica — psiquiátrica e psicoterapêutica.
É explorada a forma como retenção, presença e protensão (Husserl) se traduzem na atividade cerebral; como o corpo regula a experiência através de ritmos biológicos; como o sonho reescreve o passado; e como a depressão, a ansiedade, o trauma, a mania e a esquizofrenia revelam, cada um à sua maneira, o que acontece quando o tempo adoece.
Arquitetura do Tempo Humano é, ao mesmo tempo, investigação e convite: uma tentativa de compreender o tempo e uma forma de aprender a habitá-lo com mais consciência.
Um ensaio para leitores que procuram pensar mais fundo — e sentir mais claramente — naquilo que nos atravessa desde o primeiro instante até ao último: o tempo que nos acontece.
Afinal, ser alguém implica sempre poder estender-se entre aquilo que já aconteceu, aquilo que está a acontecer e aquilo que ainda pode acontecer.
Quando esta articulação se perde, não se modifica apenas a experiência do tempo — transforma-se a própria forma de existir
— J. Marques-Teixeira
João Marques-Teixeira
É médico psiquiatra, psicoterapeuta e neuroterapeuta. O seu trabalho situa-se na interseção entre neurociência, fenomenologia e clínica, procurando compreender como tempo, corpo e consciência se articulam na experiência humana.
Interessa-lhe particularmente a dimensão rítmica da mente: os ciclos biológicos que estruturam a vida, as oscilações neuronais que organizam perceção e memória, e a temporalidade íntima através da qual cada pessoa constrói continuidade e identidade. Nesta perspetiva, o sofrimento psíquico não é apenas um conjunto de sintomas, mas também uma transformação do modo como o tempo é vivido.
Ao longo de décadas de prática clínica, desenvolveu uma abordagem integradora que aproxima a medição objetiva da experiência subjetiva, articulando dados da neurofisiologia com a compreensão fenomenológica do sujeito. Este percurso tem contribuído para uma forma de pensar no humano que não separa o funcionamento cerebral da vida vivida, nem a precisão científica da singularidade da experiência.
A sua reflexão inscreve-se na neurofenomenologia clínica: um esforço para compreender como o sofrimento se manifesta nos ritmos do corpo e da mente e como os processos terapêuticos podem favorecer a reconstrução de uma temporalidade habitável.